A maioria dos donos de restaurante sabe qual prato mais vende. Poucos sabem qual prato mais dá lucro. São perguntas diferentes, e a resposta muda decisão de cardápio, de promoção e até de compra de insumo.
Volume de venda não é a mesma coisa que margem
O prato campeão de vendas costuma ser o de preço acessível e alto giro. Ele ocupa a cozinha, consome insumo e movimenta o salão, com margem por unidade baixa.
Existe quase sempre um segundo prato, com menos saída, que gera margem muito maior por pedido. Quando o dono não tem esse dado, ele promove o primeiro e ignora o segundo.
O resultado é uma operação cheia, cansada e com lucro menor do que poderia ter com o mesmo esforço.
Os dados mínimos para responder isso
Quantidade vendida por item, no período. Custo de insumo por item, atualizado. Preço de venda praticado, considerando desconto e taxa quando houver.
Com esses três, dá para calcular a margem por prato e cruzar com o volume. Essa combinação separa o cardápio em quatro grupos: alto giro e alta margem, alto giro e baixa margem, baixo giro e alta margem, baixo giro e baixa margem.
Cada grupo pede uma decisão diferente, e nenhuma delas é possível no achismo.
O que fazer com cada grupo
Alto giro e alta margem: proteger. Esse item sustenta o negócio e precisa de destaque no cardápio, foto boa e disponibilidade garantida.
Alto giro e baixa margem: revisar custo, porção ou preço. Costuma ser o item que dá a sensação de movimento sem gerar resultado.
Baixo giro e alta margem: promover. Foto melhor, posição de destaque no cardápio digital e sugestão do garçom mudam a saída desse item rápido.
Baixo giro e baixa margem: candidato natural a sair do cardápio. Ele ocupa espaço na cozinha, exige insumo específico e não devolve nada.
Por que isso depende de pedido digital
Com comanda de papel, esse levantamento vira trabalho manual que ninguém faz. Com pedido digital, o relatório existe sozinho e pode ser consultado a qualquer momento.
É esse dado que também permite montar promoção com inteligência: dar desconto no que precisa girar em vez de no que já vende sozinho. Tratamos da estrutura que gera esses relatórios em Cardápio digital com QR code.
Cardápio menor costuma dar mais lucro
Uma consequência frequente dessa análise: o cardápio encolhe. Menos itens significam menos insumo parado, menos desperdício, cozinha mais rápida no pico e equipe com menos margem de erro.
A resistência costuma ser a mesma em todo lugar, o receio de perder o cliente do prato retirado. Na prática, ele quase sempre migra para outro item da casa.
Cardápio enxuto também facilita a produção de imagem, porque exige menos fotos para cobrir tudo, como mostramos em Foto e vídeo de comida que vende.
A Hamo é uma agência de marketing e branding em Fortaleza, com atendimento em todo o Brasil. Quer organizar o cardápio e a operação com base em dado real? Agende um diagnóstico: (85) 99164-6289.